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Postado em 8 de setembro de 2014 Por Em Saúde, Tecnologia E 4170 Visualizações

Canela ajuda a travar progressão do Parkinson

Canela ajuda a travar progressão do Parkinson

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A canela pode ser uma arma eficaz para travar a doença de Parkinson. Neurologistas norte-americanos descobriram que a especiaria é capaz de reverter – em ratinhos – as mudanças celulares, anatômicas e biomecânicas que acontecem no cérebro com a doença. Isso abre caminho para novas alternativas terapêuticas.

Os resultados do estudo, desenvolvido por no Rush University Medical Center, em Chicago, nos EUA, foram publicados na revista científica Journal of Neuroimmune Pharmacology.  “A canela tem sido amplamente usada como especiaria no mundo e acreditamos que esta abordagem tem potencial para ser uma das mais seguras para travar a progressão da doença de Parkinson nos pacientes”, afirma, em comunicado, Kalipada Pahan, que coordenou o estudo.

De acordo com a pesquisa, a ingestão oral de canela faz com que a mesma se transforme em benzoato de sódio, um produto químico que entra no cérebro, protege os neuronios e normaliza o funcionamento dos neurotransmissores, melhorando as funções motoras em ratinhos com Parkinson.  “A canela é transformada pelo fígado em benzoato do sódio, aprovado pela FDA (autoridade norte-americana do medicamento) como forma de tratar problemas metabólicos hepáticos”, explica Pahan.

Ele lembra também que a canela é muito usada para preservar alimentos, graças à sua capacidade protetora contra micróbios. “Compreender como a doença funciona é importante para desenvolver medicamentos eficazes para proteger o cérebro e parar a progressão do Parkinson”, sendo  certo que proteínas como a Parkin e a DJ-1 diminuem no cérebro dos pacientes, por ação da canela.

O próximo passo dos cientistas, cujo estudo foi apoiado pelos National Institutes of Health dos EUA, é “aplicar esta descoberta e testar o uso de canela em humanos com a patologia”.

“Se os resultados obtidos em laboratório forem replicados com os pacientes, estaremos na presença de um avanço notável no tratamento de esta doença neurodegenerativa”, conclui Pahan.

Com informações do Boas Notícias